
Sinto uma queimação na garganta. Quase como se tivesse engolido fogo. São os gritos, os choros, tudo preso aqui, tentando arrumar uma saída para escapar e mostrar ao mundo como sou fraca e vulnerável. Sabe meus sorrisos? minhas euforias e gargalhadas? Então, ninguém sabe que bem ali, está tendo uma constante guerra em meu interior. Sinto-me um nada, como se eu morresse, fosse fazer um favor ao mundo. Eu estou tão cansada e esgotada desse desencanto que me despertou, mergulhei longe dessa infelicidade, e acabei por quase me afogar entre meus mausoléus. Estou totalmente exausta de ficar me fazendo de durona para todos, eu quero desabar, quero chorar durantes horas, quero jogar para fora tudo isso que me atormenta, tudo isso que me deixa assim tão cansada. Será que isso terá um fim? Será que eu irei conseguir me livrar de tanta enfermidade? Estou tão egostada de tudo, estou cansada da vida, cansada de mim. Não vejo graça em mais nada, não consigo encontrar encanto em coisa alguma, nenhuma pessoa me transmite paz e eu estou totalmente isolada nesse meu sufocamente todo. Estou no meu limite, não aguento mais nada, sinto que irei desabar a qualquer momento, sinto que está chegando o meu fim.Sabe o que me sufoca também? É lembrar que ninguém se importa com o que você sente, ninguém se importa se você ta mal ou se você ta bem. Todos que realmente se importaram, foram embora. Hoje em dia me arrependo disso, pois dei conta que dei valor para pessoas erradas e deixei as certas irem embora. Essa solidão que ta minha vida, vem me atormentando todos os dias. Sei que muitas pessoas dizem que isso não passa de um drama, que nós adolescentes não sabemos o que é ter problema na vida, porém ninguém está na minha pele para saber como é sentir tudo isso. Estou me sentindo cada dia mais fraca, é como se eu não tivesse força pra mais nada. Acredite se quiser, eu fui forte o tempo todo, mas sou um ser humano e me canso também e quando cansei, acabei desabando de uma vez e desde então, não consigo mais me levantar e reerguer a cabeça. ─ Rafaela G + Mallú + Tainá (desnorteadas)

“Eu já esperava o seu desprezo, o seu novo tratamento, mostrando o quanto eu estava incomodando-o esse tempo todo. Não tive motivos para ficar surpresa, afinal, já era possível supor que um amor tão “perfeito” regado à “eu te amo” a cada dois minutos, mensagens enormes pelo celular ou até mesmo cartinhas cheias de frases e músicas românticas e encontros onde abraços apertados e beijinhos doces eram dados sem parar acabasse se transformando em algo chato, irritante. Ou, para você, altamente enjoativo. Pode falar, essa história de “eu sempre vou te amar” nunca foi o seu estilo. Não precisa mais esconder, você sempre quis ficar com aquela coleguinha gostosa do seu amigo na festinha, me deixar falando sozinha no Messenger, mudar de assunto quando eu dizia estar com vontade de te ver. Ou até mesmo marcar um encontro e, na hora H, me fazer esperar igual a uma louca para depois me ligar inventando uma desculpa super esfarrapada, só para ouvir um “tudo bem amor, tá desculpado”. Não adianta mais negar, já está estampado em sua cara o quanto você sempre quis trair minha confiança e sempre quis estar cada mais longe dos meus olhos. Na verdade, bem mais longe que já estava. Mas, antes que isso tudo viesse à tona, meu coração me deu um sério aviso: “Abandone esse jogo, pequena. Vamos lá, mate a otária que se instalou em você e se livre desse maldito amor!” E assim, eu caí fora da sua vida. Sem lágrimas e aquela longa e dolorosa última conversa. Mas também, pra quê toda essa lenga-lenga, se já está mais que na cara que a minha ausência fez você sorrir de orelha à orelha? E mesmo que você tivesse se importado e quisesse voltar atrás, seria tarde, pois iria me ver ao lado de um novo alguém. Alguém que realmente me amasse, me compreendesse e não iria me como um incômodo em sua vida. Alguém que me fizesse lembrar de tudo, menos de você”. - Mariana (nada-apreciada)
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Coração em mil pedaços. Mente acelerada. Olhos de ressaca. Sentimentos vazios, palavras vazias, tudo sem sentido.
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